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13 de Abril de 2015 ás 1:24

Na Pele do Outro

 

Como você se sente quando está contando algo muito triste que te aconteceu e percebe que a pessoa que supostamente está te ouvindo demonstra um leve sorriso no rosto ou continua atenta ao que está passando na TV? Péssimo, não é mesmo? Sente-se como tivesse falando com uma parede ou pedra, fria, insensível, dura! Alguém que demonstra ser incapaz de sentir o que você está sentindo.

Mas e aquelas pessoas que fazem com que nos sintamos à vontade e temos cada vez mais desejo de falar, falar? Elas têm o que chamamos de empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa e tentar “ver com os olhos dela”. É preciso deixar claro que empatia não tem nada a ver com necessidade compulsiva de realizar desejos alheios e de ajudar. E também é muito diferente de simpatia. É preciso ter uma percepção do mundo do outro como se fosse o seu próprio, o que leva a pessoa a desenvolver sua autoestima, pois sente que é importante e que seus sentimentos são considerados.

A empatia se baseia na capacidade de se colocar no lugar do outro; na percepção daquilo que as pessoas estão sentindo ou passando e na habilidade de ouvir com carinho e atenção aquilo que estão nos comunicando e isso deve ser feito não só através de palavras, mas também nos gestos, o tom de voz, e especialmente, nas expressões faciais. É preciso colocar o sentimento à frente das palavras. Entrar em contato com os próprios sentimentos é a base para desenvolver a empatia. Como alguém que despreza as próprias necessidades e sentimentos poderá compreender as necessidades do outro?

Para desenvolver a empatia procure ouvir com a intenção de entender e não de argumentar. Deixe as pedras de lado se deseja ter uma comunicação verdadeira com alguém. A essência de escutar com empatia não é concordar, mas entender profundamente o que o outro quer dizer e principalmente, o que está sentindo. Como é reconfortante ter alguém que nos compreenda e a sensibilidade é a principal característica para essa sintonia. Sensibilidade não só com o outro, mas para consigo mesmo. As pessoas que têm empatia aprenderam desde cedo que os sentimentos devem ser respeitados, começando pelos próprios. E se não receberam isso na infância, sempre é tempo de aprender. Um bom exercício para isso é aprender a escutar a si mesmo, respeitando acima de tudo, os próprios sentimentos. Afinal, só conseguimos dar ao outro aquilo que temos por nós mesmos!

Texto: Rosemeire Zago

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