Wellness

4 de junho de 2014 ás 22:47

Compulsão Alimentar

 

Importante  sabermos diferenciar fome da compulsão de comer. O Dr. Filippo Pedrinola traz um texto interessante abordando esse tema.

Fome, vontade ou apetite?

É fato que a vida moderna descompensa a química cerebral, alterando a produção de hormônios e neurotransmissores, mensageiros químicos que carregam informações de uma célula nervosa para outra. Algur exemplos são o aumento na produção do cortisol, hormônio produzido pelas glândulas supra-renais em conseqüência ao estresse crônico e a diminuição da produção de serotonina, mensageiro químico que promove bem-estar. Resultado; cansaço, esgotamento, insônia, ansiedade e, dependendo da pessoa,a compulsão alimentar.

A ciência moderna já comprovou que aquilo que comemos também mexe com a química cerebral, podendo afetar o seu funcionamento mental e alterar o seu humor, influenciando o estado de alerta, a disposição física e até a percepção da dor. Isso ocorre também pela capacidade que os alimentos tem de alterar a produção e liberação dos tais neurotransmissores.

Comer um pedaço de chocolate pode ser considerado um prazer, mas comer uma barra de 200g inteira é compulsão. A compulsão alimentar pode ser o resultado da tentativa de controlar emoções negativas através principalmente da ingestão de carboidratos, especialmente doces e isso ocorre devido à sensação de prazer e bem-estar promovido pelo aumento da produção de serotonina e dopamina no cérebro. É mais comum em mulheres que normalmente dizem não se tratar de fome, mas sim de “vontade de comer”. “É o que se chama o “comer emocional” ou a busca pelos “confort foods”, mas o que podemos fazer para controlar esse impulso e evitar o risco de engordar? A resposta está em ganhar consciência dos gatilhos emocionais e alimentares que levam você comer de forma descontrolada. Assim , é possível diferenciar “fome” de “vontade de comer” encontrar mecanismos para fugir do comer emocional e se defender de você mesma.

Dicas para combater a compulsão alimentar:

• Praticar atividade física regularmente melhora muito a química cerebral;

• Procure comer a cada 3-4 horas para evitar crises compulsivas e melhorar seu metabolismo;

• Começar uma reeducação alimentar não quer dizer que nunca mais poderá comer seus alimentos preferidos, mas irá apenas evitar os excessos. De vez enquanto pode, mas o problema é quando a exceção vira regra;

• Após um dia estressante, passe longe da cozinha;

• Adote práticas de relaxamento como meditação, yoga e respiração podem ajudar e muito;

• Se perder o controle num momento, tente controlar o impulso utilizando a matemática de calorias;

 

  • Evite dietas de moda que restringe completamente um grupo alimentar;
  • Terapia Cognitiva comportamental pode ajudar muito a lidar com pensamentos automáticos;

 

compulsao-alimentar

 

Por: Dr. Filippo Pedrinola, Endocrinologista

 

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