Wellness

26 de setembro de 2013 ás 17:39

Será Que O Stress Realmente Engorda?

O Dr. Filippo Pedrinola explica esse tema que gera tantos questionamentos e polêmica. A dúvida é comum: mesmo sem comer de forma exagerada você está ganhando peso? Mas por que será que isso acontece?

A maioria das pessoas e até mesmo médicos e nutricionistas costumam dizer que são dois os fatores que levam às pessoas a ganharem peso: comer muito e se alimentar de forma errada. De alguns anos para cá, no entanto, vários estudos científicos publicados em revistas importantes demonstram que pessoas que sofrem de stress, angústia, ansiedade e depressão ganham peso mais facilmente.

Existem duas pequenas glândulas chamadas de suprarenais que, sob situação de stress, são estimuladas a produzirem alguns hormônios, entre eles o cortisol. Há muito tempo as pessoas sabem que quem usa remédio à base de cortisona costuma ganhar peso, mas só recentemente se descobriu que a quantidade desse hormônio está aumentando em pessoas que têm alterações emocionais. O pior de tudo é que as pessoas que ganham peso devido ao stress tendem a acumular gordura na região abdominal, aumentando as chances de desencadear doenças como o diabetes, a pressão alta, infarto e derrame.

Além do cortisol, sabe-se que a serotonina, outro neurotransmissor – mensageiro que ativa o cérebro, também influência o comportamento alimentar. Quando encontrada em níveis baixos no cérebro, pode causar sintomas de tristeza e depressão, sem contar que aumenta a compulsão pela comida, principalmente de carboidratos. Algumas mulheres que sofrem de tensão pré-menstrual (TPM), por exemplo, apresentam níveis baixos de seretonina durante esse período, o que pode transformá-las em verdadeiras chocólatras.

Mas o que fazer para evitar doenças como a depressão, síndrome do pânico e ansiedade que, assim como o estresse, também podem ser conseqüência da vida moderna e do fenômeno de globalização?

Em primeiro lugar é importante ter consciência de que estes são fatos reais e que devemos investir numa atividade física regular, pelo menos três vezes por semana. O exercício ajuda a aumentar naturalmente os níveis de seretonina do organismo. Técnicas como a ioga e meditação ajudam a baixar e até mesmo controlar o stress, melhorando a nossa qualidade de vida. Dormir bem também é fundamental, bem como procurar dedicar mais tempo à família e aos amigos.

Para os casos mais graves, hoje já existem medicamentos que podem auxiliar no tratamento. Porém, eles só devem ser ingeridos mediante prescrição e acompanhamento médico.

 

Escrito por: Dr. Filippo Pedrinola, Endocrinologista

 

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