O seu amor se foi, e agora?

Alguns estudiosos comparam a dor da perda de alguém que amamos muito, com a dor da morte de um ente querido.

Aquela dor que dói na alma, dói os ossos que dá a sensação de que nunca conseguiremos ser felizes novamente. É como se tivessem arrancado uma parte de nosso corpo. Na verdade, não morreu ninguém de forma real, mas acabou uma história e ter que continuar vivendo todos os dias sem a rotina e a presença deste alguém é, sem dúvida, muito doloroso.

Tratar desta ferida, encarar os fatos e entender que esta relação acabou é o melhor caminho, mas isto pode levar algum tempo, quem sabe alguns anos para ser verdadeiramente assimilado e não podemos fugir desta experiência.

Este sentimento de vazio, luto, cabe também a perda de um emprego, a não possibilidade de concluir uma faculdade ou carreira sonhada, cabe a tudo o que foi idealizado, almejado e interrompido de alguma maneira.

De qualquer forma, seria um erro deixar de viver, entrar em um processo de tristeza profunda ou perder o controle de nossas vidas.

Entendo que não seja um momento fácil, mas “jogar a toalha” seria a pior decisão, mesmo que seja difícil precisamos buscar atitudes e comportamentos assertivos, pensados e medidos.

Vale entender que assim como a morte real, todos os outros pontos que abordamos fogem do nosso controle, não temos poder para manter a pessoa que amamos eternamente ao nosso lado, assim como no trabalho, quantas vezes acreditamos que tudo estava indo bem e vem a demissão seja por uma reestruturação ou qualquer outro motivo.

O Luto deve ser vivido, deve ser elaborado, entendido e nunca negado ou superestimado.

Devemos levar a vida de maneira verdadeira e seja qual for o resultado, termos como foco a nossa felicidade e a preservação da nossa integridade.

Quando sentir que a dor é muito grande e não da para cuidar dela sozinho, procure ajuda.

Pense nisto!

Comments

  1. Guilherme Lohmann 12 de novembro de 2012 at 9:00

    Legal a escolha do tema, Hilda! Quando existe uma convivência muito próxima a um ente querido durante toda uma trajetória de vida, ao mesmo tempo que se sente falta daquela companhia permanece uma sensação de felicidade e de paz, por se ter de fato disponibilizado o seu tempo com uma pessoa que valeu a pena ter convivido. Bjs

    • Hilda 12 de novembro de 2012 at 19:36

      Guilherme é isto mesmo, entendo que temos que viver de maneira verdadeira as nossas relações, temos que nos dar por inteiro, seguir a nossa intuição independente do resultado, isto cabe a tudo e o que nos propormos a fazer e se não der certo ficara a certeza que fizemos o melhor.
      Bj
      Hilda

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