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26 de fevereiro de 2014 ás 23:17

Workaholic

E dizem os especialistas, nada em demasia faz bem. A busca do equilíbrio é sempre a melhor solução. Um bom exemplo é ser workaholic. Uma característica cada vez mais comum na sociedade. A Dra Christiane Maia,  traz um texto interessante sobre esse tema tão polêmico.

 

Workaholic

O que é ser um workaholic? A palavra Workaholic vem da língua inglesa e significa viciado em trabalho, e é uma gíria derivada da palavra Alcoholic, que quer dizer alcoólatra. Estudos recentes de casos clínicos em consultórios psicológicos e psiquiátricos concluíram que o vício em trabalho é similar ao vício em álcool ou cocaína: A mola- mestra é a compulsão.

Para o Workaholic, o trabalho torna-se uma obsessão. A sociedade desaprova drogados, mas aprova e até admira quem trabalha bastante. Workaholics são pessoas que fazem do trabalho a sua principal razão de viver. Entre tantos motivos que levam a tal situação estão a competição, busca de poder e status, realização profissional e, às vezes, a fuga de problemas íntimos ou familiares.

O workaholic faz de seu trabalho o sentido de sua vida, canaliza cada vez em maior escala sua energia no trabalho, sacrificando assim o lazer e as relações pessoais. O workaholic é uma pessoa que racionaliza muito, desconsidera seus próprios sentimentos e tem um contato mínimo com si mesmo e com seus conflitos. É um tanto individualista e egoísta. O trabalho passa a ser também um escudo protetor, pois encontra nele os meios necessários para manter escondidos os conflitos emocionais, que não quer ou não consegue resolver, em conseqüência a pessoa necessita de “aplausos” e reconhecimento, tornando-se, assim, uma pessoa ansiosa.

Na família, com os amigos, em casa, o workaholic sofre sem dar espaço para os sentimentos e os afetos. “Sempre insatisfeito consigo mesmo, alimenta a idéia de ser “onipotente” e “onipresente”, mas na verdade é um “pai omisso”, ou uma “mãe ausente”, também um amante ou companheiro que sempre deixa a desejar e oferece pouco companheirismo, contato e afeto”. O workaholic não relaxa, é constante a sua preocupação com o trabalho, seu maior problema é a falta de clareza entre o limite do prazer e o caminho da autodestruição.

A maior conseqüência em ser um workaholic é a deterioração da qualidade de vida e também daqueles que o cercam, e a pessoa só começa a perceber que está se autodestruindo quando identifica algum quadro de estresse, depressão, isolamento, úlcera ou problemas cardíacos.

Se você identificou algum ponto aqui abordado, minha sugestão é: faça uma pausa, proponha-se uma autocrítica e uma autoanálise, avaliando a sua maneira de se relacionar consigo e com as pessoas, a forma de resolver seus problemas afetivos – emocionais, e como tem se dedicado ao trabalho. Um forte indicador é se as pessoas à sua volta estão reclamando sua presença. O trabalho é ótimo, gratificante e enriquecedor, mas não pode ser tudo na sua vida. Se estiver sendo sua razão de viver, pare e avalie; uma terapia pode auxiliar a você e colocar as coisas nos eixos.

 

workaholic

 

Agradecimento: Christiane Maia, Psicóloga, Clínica Roti
 

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